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A linguagem sonora no radiojornalismo e o conceito de paisagens sonoras

 A linguagem radiofônica é composta pela objetividade e a clareza. O intuito é alcançar facilmente a compreensão do ouvinte em relação à informação. É fundamental um texto simples e ao mesmo tempo conciso para transmitir credibilidade. 

Diferentemente de outros veículos de comunicação, o principal recurso do rádio é o áudio. Segundo Murray Shafer, compositor canadense e artista plástico, o som desempenha uma singularidade de ambientes acústicos e causa sentidos. Em sua obra “A afinação do mundo”, ele denomina este conceito de “paisagens sonoras”, que é caracterizado pelas análises dos sons que nos rodeiam, ou seja, cada ambiente possui seus próprios efeitos sonoros, como, sons de origem natural, humana, tecnológica ou industrial. Se há o domínio por parte do jornalista dessa ferramenta, a narrativa será bem empregada no espaço radiojornalístico. A entonação da voz, por exemplo, desperta no público sensações, é imprescindível saber de que forma narrar cada acontecimento. Assim, de maneira natural, a imaginação do receptor  é estimulada.

Com o avanço da tecnologia, o jornalismo foi mudando e migrando para as novas mídias digitais, e aquela ideia de que o rádio iria acabar, assim como os jornais impressos, ganhou força. Mas com o passar do tempo, ficou claro que a internet e as novas plataformas só contribuíram para melhorias nas mídias tradicionais. Hoje, por exemplo, a transmissão de rádio é gravada ao vivo também para o youtube e as redes sociais.

Portanto, vemos que o mundo se transforma e é necessário se adequar às mudanças. O famoso “podcast” que conhecemos hoje, por exemplo, é como um programa de radiocomunicação sob demanda, mas não extingue, muito menos diminui a importância do rádio no Brasil. 

Tanto no campo radiofônico, quanto em outras plataformas de áudio, é importante saber os métodos para produções sonoras de qualidade. Para eficácia da comunicação nesses tipos de mídia é fundamental considerar o público alvo, gêneros, emissoras e editorias para definir os signos que agregam a linguagem. E, por fim, a técnica radialista há de garantir o compartilhamento e apresentação dos fatos por meio da oralidade contextualizada e bem feita. 

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Camila dos Santos Souza

Estudante de Jornalismo apaixonada pela escrita. Escrevo principalmente sobre a área de comunicação, esportes e empreendedorismo. Buscando novos conhecimentos e caminhos através do Jornalismo, para contribuir com a verdade perante a sociedade.