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Jornalismo de dados: Por que você ainda vai ouvir muito falar disso?

Créditos: pixabay.com
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Que estamos vivendo a era da transformação digital isso todo mundo já sabe, né? São tantas as mudanças ao redor do mundo, acabamos de iniciar uma nova década e, toda essa evolução vem acompanhada de oportunidades e desafios também para o jornalismo.

A rotina do jornalista convencional já não é mais a mesma, o que possibilitou evidenciar uma modalidade do jornalismo: o jornalismo de dados que, segundo pesquisas, possui uma trajetória extensa nos meios de comunicação, a diferença é que antes parecia ser algo complicado, mas nos dias atuais tornou-se uma forte tendência para o futuro.

Voltando à história…

Como falei anteriormente, o jornalismo de dados não é uma novidade, em 1858, por exemplo, gráficos e relatórios das condições enfrentadas pelos soldados britânicos, de autoria da jornalista de dados Florence Nightingale, ficaram conhecidos. O jornal The Guardian, em sua primeira edição, fez a cobertura jornalística sobre custos e capacidade de alunos de todas as escolas em Manchester com uma enorme tabela.

Na época, os dados eram publicados em livros caros, nem todos tinham acesso, porém com o avanço significativo da tecnologia, hoje, contamos com tabelas e arquivos formatados por intermédio de computadores, o que deixou de ser um privilégio de poucos.

Acompanhe esse conteúdo até o final e veja como você pode investir no jornalismo de dados.


E o jornalista, onde fica?

Entre inúmeras possíveis definições, podemos entender jornalismo de dados como uma modalidade de produção digital de notícias que busca beber de diversas fontes, se utiliza de grandes bases de dados e, a partir do uso de recursos gráficos criativos, detalhados e interativos conta histórias ao leitor da melhor forma possível.

Engana-se quem acredita que o jornalismo de dados é apenas gráfico e visualização de dados, ainda é pouco usado pelos jornais tradicionais e organizações, quem mais se utiliza são os grupos independentes. O processo se dá em analisar, reunir, limpar, organizar e explorar esses dados e encontrar potenciais histórias.

Falando em histórias é onde entra a figura do jornalista, peça fundamental nesse processo de construção da notícia. Ele é a ponte entre os dados e as pessoas que querem entender o que eles significam.

Já vou logo te tranquilizando se você é jornalista que não é necessário também ser um programador, pois a intenção é justamente ter alguém que pense nos dados com a visão de jornalista, aquele capaz de despertar o interesse do público em relação a todos esses dados, através do senso crítico e da curiosidade, habilidades essenciais do jornalista, sempre em busca de histórias relevantes, ricas e com base em informações reais.

Mas nada impede que programadores colaborem com o trabalho do jornalista, ou se preferir, ter o apoio de algumas ferramentas gratuitas e fáceis de usar como Many Eyes, Google Charts, Google Fusion Tables ou Timetric.

 

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Danielle Lins

Danielle Lins

Jornalista, empreendedora e gestora de Comunicação e Marketing Digital de Conteúdo na AC Comunicação. Trabalha atualmente como comunicadora social na Educação a Distância da UFPE. Tem MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Digitais. No mercado há quatro anos, possui experiência na área de Assessoria de Comunicação/Imprensa, Marketing Digital e de Conteúdo, especificamente em instituição pública do segmento de política, e TV. “Acredito no poder transformador do empreendedorismo, principalmente o feminino. Quando uma de nós vence, todas vencem. Por isso, seja uma mulher que levanta outras mulheres”.