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Rádios Comunitárias: informação, cultura e cidadania

As rádios comunitárias são meios de comunicação que abordam assuntos locais, muitas vezes, não pautados pela grande mídia. Esse é o ponto principal: a disseminação de informação, e a radiodifusão é uma das maneiras mais eficazes para dar voz ao povo e contribuir com a democratização dos meios.

Certamente, a mídia local tende a preservar o interesse das pessoas à sua própria realidade, noticiando fatos do dia a dia no bairro específico que impactam diretamente na vida delas, bem como informações de utilidade pública. E o resultado disso é a identificação do público, o sentimento de representatividade com o veículo.

Seu papel social é tornar indivíduos que fazem parte do mesmo convívio em cidadãos participativos, que são ouvidos sobre os problemas gerais como saneamento básico, vagas em creches, funcionamento dos postos de saúde, entre outros, instigando a reivindicação de seus direitos e a busca pelo conhecimento político e cultural. 

Em outras palavras, essas rádios são prestadoras de serviço. Fiscalizam o desempenho da sociedade e colaboram para que o atendimento à população, em diversos setores, seja bem executado. Além disso, há o fomento à cultura através da valorização das tradições locais. Artistas da região tem espaço na grade musical, os eventos e atividades de lazer são divulgados, salientando as minorias.

De acordo com a lei do Serviço de Radiodifusão Comunitária, nº 9.612, o funcionamento deve ser por um único canal na faixa de frequência sonora, com potência máxima de 25 watts, por meio de um sistema que não ultrapasse trinta metros de altura, limitando o alcance para um quilômetro de distância.

Segundo a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), estima-se que no Brasil, há entre 10 e 12 mil rádios comunitárias, e apenas 4,5 mil são autorizadas a funcionar. A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária e o Movimento Nacional de Rádios Comunitárias, afirmam que a regulamentação reduziu a qualidade e colaborou para a criminalização das mesmas, taxando-as de “piratas”.

Apesar das dificuldades, as emissoras comunitárias continuam buscando a liberdade de expressão, debates construtivos e o desenvolvimento social, mobilizando e incentivando a melhora de serviços públicos e trabalhos educativos. E no lugar em que você mora, há uma fonte confiável para buscar informação? 

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Camila dos Santos Souza

Estudante de Jornalismo apaixonada pela escrita. Escrevo principalmente sobre a área de comunicação, esportes e empreendedorismo. Buscando novos conhecimentos e caminhos através do Jornalismo, para contribuir com a verdade perante a sociedade. Instagram: @camilasantosjornalista